Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

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Loja Maçônica Washington Luis I 2694

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O teto do templo maçônico

O teto do templo maçônico

 É difícil entrar em um templo maçônico sem que seu teto não seja olhado e admirado. E como tudo dentro de um templo exerce uma função mística e de energia, este também contém elementos da natureza que vale a pena estudar.

O teto do templo maçônico é confeccionado em forma de abóboda ou céu com a cor azul celeste predominante na qual figuram os astros e as estrelas que mais ferem a imaginação do homem. O céu em realidade é escuro, o tom de azul que vemos, é o efeito da luz do sol, por isso com o movimento de rotação da terra temos o dia e a noite. Convém salientar que não são quaisquer astros ou qualquer disposição, mas sim determinados astros e numa posição previamente estudada e preparada.

 A palavra céu vem do latim caelum ligado também ao ar, espaço livre, atmosfera. Na verdade o céu é a parte física que vemos, e o firmamento do latim firmamentum que é suporte, apoio; é a morada dos deuses e anjos.

  Primeiro, observa-se como os astros e estrelas estão dispostos, e depois  entende-se suas funções e representações:

 “O teto do Templo representa o firmamento. Do lado do Oriente, um pouco à frente do Trono do Venerável Mestre, a efígie do Sol; por cima do Altar do Primeiro Vigilante, a Lua, e do Segundo Vigilante, uma estrela de cinco pontas.

 No centro, colocam-se três estrelas da constelação de Orion. Entre estas e o nordeste ficam as Plêiades, Hiadas e Aldebarã; a Leão; ao norte, a Ursa Maior; a nordeste Arcturus; a leste, a Spica, da Virgem; a oeste Antares; ao sul; Formalhaut.

 No oriente, Júpiter; ao ocidente, Vênus; Mercúrio, junto ao Sol, e Saturno, próximo a Orion.

 

Representações:

O Rito Escocês Antigo e Aceito colocou no céu da Loja trinta e cinco astros. Esses corpos celestes, cuidadosamente escolhidos, obedecendo a uma posição geométrica, regem os cargos dos maçons em Loja.

1 – SOL - A luz do céu da Loja, representando o Ven:. M:. Colocado no oriente e no eixo da Loja. Para os gregos representava o deus Hélios percorrendo o céu numa carruagem de fogo, puxada por quatro cavalos (estações do ano).
 

2 - A LUA - Selene rege o Primeiro Vig:. Era filha de Hyperion e de Tela e irmã de Hélios. Mais tarde, identificada como Artêmis, pelos gregos, e Diana pelos romanos, também percorria os céus numa carruagem, mas de prata.
 

3 - STELLA PITAGORIS - A estrela Virtual ou Estrela Flamejante, colocada sobre o altar do Segundo Vig:. O Homem, Deus, Cristo, Buda ou mesmo Hércules, o iluminado que transcende a condição humana. É o astro regente do Segundo Vig:..
 

4 – SATURNO - É o sexto planeta e o segundo em tamanho, possui três anéis na altura do Equador e quinze satélites, dos quais só nove era conhecido na época em que os rituais foram escritos. Saturno e Cronos para os gregos, senhor do tempo e da eternidade, pai de Zeus, por ele destronado. Na Loja, Saturno é representado com seus três anéis e seus nove satélites, exatamente sobre o centro geométrico do ocidente. Saturno rege a cadeia de união. Os seus três anéis representam os AApr:., CComp:. e MM:.

Os nove satélites representam os nove cargos:  Ven:., Primeiro Vig:., Segundo Vig:., Secr:., Orad:., Tes:., Chanc:., M:. de CCer:. e Guarda do Templo.
 

5 – MERCÚRIO - Símbolo da astúcia, protetor dos viajantes e dos comerciantes. Identificado como Hermes dos gregos, era filho de Maia e de Zeus (Júpiter) de quem recebeu o encargo de mensageiro dos deuses. Tinham um par de sapatos alados e um capacete também alado (Petasa). Carregava um bastão com duas serpentes enroladas (Caduceu) símbolo da paz, (Harmonia e Forças Opostas). É menor e mais rápido dos planetas, e também o primeiro e o mais próximo do Sol e por isso representa o Primeiro Diac.’.

6 – JÚPITER - Era Zeus para os gregos. O maior planeta do sistema solar era o guardião do Direito, o defensor do Estado, protetor das fronteiras e do matrimônio. Seu atributo é o raio, temido por todos os deuses e mortais. Júpiter é o astro regente do Ex-Ven.’. e por isso fica no Oriente.


7 – VÊNUS - É o segundo planeta e o mais próximo da Terra. Para os gregos era Afrodite, a deusa da beleza e do amor. Surge sempre próximo à Lua (Primeiro Vig:.) e é o astro regente do Segundo Diac:. Conhecido ainda hoje como "Estrela Vésper", a primeira a aparecer no céu, Vênus era o "Mensageiro do Dia", anunciava a hora de começar e de encerrar o período de trabalho.

8 – ARCTURUS - Estrela Alfa da constelação de Bootes que em grego quer dizer guardiã de animais. Por sua posição junto à Ursa Maior é conhecida como a "guardiã do Urso". A palavra Arcturus em grego significa "guardiã do Urso" e correspondente ao cargo de Orador, guardião do Oriente. Sua posição é em cima da grade do Oriente.
 

9 – ALDEBARAN - Estrela Alfa da constelação de Touro, as quais pertencem as Plêiades e as Hyades. O nome é Aldebaran significa, em árabe, o "sequaz" ou "o adepto" por causa da posição próxima às Plêiades e as Hyades. Na abóbada maçônica rege o cargo do Tesoureiro.


10 – FOMALHAUT - Alfa Piscis Austrinis - em latim significa peixe do sul, é aqui uma correlação com a coluna zodiacal dos peixes. Fomalhaut é uma palavra árabe que significa "a boca do peixe do sul", o que se aplica ao cargo de Chanceler.

11 – REGULUS - Alfa Leonis é a estrela mais brilhante na constelação de Leão. Na Astrologia, Regulus sempre manteve posição de comando. Ela dirige todos os trabalhos do paraíso. Foi Nicolau Copérnico quem a batizou com o nome Regulus, que significa "Regente". Correspondente ao cargo de Mestre de Cerimônia.

12 – SPICA - Alfa Virginis, em latim, "a Espiga", é a estrela gerente do cargo de Secretário, além de estar nitidamente associada à coluna da Beleza feminina. Por outro lado, os primitivos instrumentos de escrita usados pelos gregos e romanos não eram penas, mas canetas feitas de caules ocos de vegetais chamadas de "Spícula".
 

13 – ANTARES - Alfa Scorpii, a estrela vermelha gigante. Durante muitos séculos, a maior estrela conhecida. Às vezes confundida com Marte; com efeito, Antares em grego significa "O Rival de Marte". Tanto Antares como Marte, são vermelhas e, ocasionalmente, aparecem próximas. Antares é o astro regente do Guarda do Templo.
 

AS CONSTELAÇÕES - Na abóbada da Loja aparecem quatro grupos de estrelas pertencentes a quatro constelações:

ORION
Constelação equatorial é formada por quatro estrelas brilhantes com uma linha de três estrelas que formam o "Cinto de Orion" e são popularmente conhecidas como "as Três Marias" ou "os Três Reis Magos". No Teto do Templo só são representadas as três estrelas, porque representam a idade do Aprendiz, que ainda não tem o domínio do espírito sobre a matéria. Na tradição árabe mais antiga, Orion era chamada de "A Ovelha de Cinto Branco" e o avental de Aprendiz era feito, na sua origem de pele de carneiro, (ainda o é pele em alguns países) com um cinto (fitas) branco. As três estrelas de Orion são regentes dos Aprendizes.

HYADES ou HÍADAS. É o notável grupo de cinco estrelas formando a ponta de uma flecha na constelação de Touro. As Híadas são as regentes dos Companheiros.

PLÊIADES
É um outro grupo de estrelas da mesma constelação de Touro. São também conhecidas como "As Sete Irmãs". Elas regem os Maçons, a paz, plêiade
de homens justos.

URSA MAIOR - "O Grande Urso". É considerada a constelação mais antiga. No teto da Loja são Representadas as sete estrelas mais importantes que formam a "Charrua". A última estrela da cauda da Ursa Maior é ALKAID, também conhecida como BENETNASCH; ambos os nomes fazem parte da frase árabe "QUAID AL BANAT AD NASCH", que significa "A Chefe dos Filhos do Ataúde Mario". Este nome provém da concepção árabe mais antiga, que representava a Ursa Maior como um caixão e três carpideiras. Esta interpretação interessa à Maçonaria, pois a representação egípcia coincidia com a arábica, de um sarcófago (de Osíris) e sua viúva (Ísis) e o filho da viúva (Orus) em procissão fúnebre.


Assim contamos trinta e cinco astros existentes na abóbada Maçônica, faltando um para completar os trinta e seis. O último astro não está dentro do Templo, é o planeta Marte, para os gregos, Ares. Marte era o deus da guerra e, como tal, não poderia figurar entre aqueles que buscam a paz e a harmonia universal, por isso foi para o
átrio, o reino profano dos tumultos e das lutas. Assim, foi dado a Marte a incumbência de "cobrir o Templo", sendo o astro do Cobridor Externo. Do lado de dentro foi colocado Antares, do Cobridor Interno, para garantir a fronteira entre o mundo iniciático e o profano.

 

Fonte: Ritual de Aprendiz, Blog Luz do Universo 1953, Sites sobre Astronomia, Ritual de Aprendiz.

 

Ir.’. MM.’. José Roberto Pereira

26.08.2010 e.’.v.’.

Publicada em 03/10/2010.

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